quinta-feira, 28 de abril de 2011

Monopolizando a mente alheia

Oi galera, infelizmente não li o texto da Lucinha, mas creio eu que entendi o que ela quer nos dizer. Nesse caso vou expor minha opinião mostrando uma das coisas ruins do celular.
Outro dia eu tava no bar com uma amiga minha, tudo estava indo bem. Converça muito boa, cerveja gelada, enfim, fomos bebendo e do nada foram chegando uns amigos e amigas, e sem entender o que tava acontecendo, perguntei – que isso gente, como vocês vieram parar aqui nesse bar? (era um buteco muito escondido, praticamente impossível de se encontrar.) Sabe o que eles me responderam? Foi a Patracia (a menina que estava no bar comigo) ela tá mais de meia hora converçando com a galera pelo facebook e falou que vocês estavam aqui e chamou todo mundo pra vir e aqui estamos. Pensei comigo mesmo em tudo que tinha acontecido e cheguei a seguinte conclusão: tinha quase uma hora que estavamos no bar (só eu e a Patrícia) se ela estava meia hora converçando com a galera pelo facebook, e nós estavamos lá a quase uma hora, quanto tempo de conversa no bar minha amiga realmente prestou atenção?
Ou seja, ela já está completamente viciada, o celular com internet dominou o cérebro dela, ela sonha e tem pesadelos com o celular, se um dia alguém quiser roubar o carro dela e o celuluar tiver dentro ela vai junto, simplismente pelo fato de perceber que depois que todos nossos amigos chegaram, a imbecil não me continua a entrar no facebook, e sabe quando ela parou de entrar? Simplismente quando a bateria do celular acabou.
Levantei da mesa, fechei minha mão dei um soco na mesa e gritei – poxa vida, punta que mesbla, achei que você ia continuar com esta merda de internet e não ia socializar nunca com ninguém. Ela simplismente ri e me fala – Israel pega minha bolsa que ta atráz de você! Peguei, entreguei, ela abriu a bolsa e começando a rir falou – Israel espera só mais um poquinho que já vou converçar com vocês, deixa só a carga dessa outra bateria acabar.
Rindo (na verdade todos estavam rindo muito) respondi – olha só o nível de monopólio dos meios tecnológicos, ninguem vive mais sem estas “merdas”.

Celular X Privacidade

Para as novas gerações, o celular não é simplesmente um telefone, ele é uma extensão do "eu", algo personalizado e fundamental para a vida e relacionamentos. Os celulares se transformaram num tipo de "canivete suíço", fazer uma ligação é detalhe, os celulares são cada vez mais televisão, rádio, internet móvel, mp3, máquina fotográfica, filmadora e etc.



O celular é um dos itens que contribui para a perda de privacidade, já reparou como é comum te perguntarem onde você está quando te ligam? Já reparou também quantas vezes você mentiu e/ou omitiu a verdade? A cerveja Andes, que é uma marca Argentina, percebeu que podia se aproveitar dessa situação incômoda para criar uma propaganda publicitária bem humorada, e foi um sucesso.

A evolução do celular



O celular hoje em dia faz quase parte de nós, é praticamente uma prótese personalizada. Mas como surgiu esse aparelho que hoje não vivemos sem?

Quando o celular surgiu servia apenas para falar, e era um aparelho enorme, pesado, e caro. Claro, isso era apenas o começo, sendo que a tendência era a redução no tamanho físico e o aumento de funções.

Os celulares diminuíram de tamanho, ganharam preços mais acessíveis, e assim tornaram-se populares. O próximo passo foi adicionar outras funções ao celular. Surgem então, as mensagens de texto. Afinal, pra que falar se você pode escrever? Uma função muito útil, pois já que é um aparelho de comunicação, porque só falar? Vamos mandar "cartas" via celular! Porém não foi suficiente o bastante. Surgiram então os celulares com cores, e não muito depois os celulares com câmeras. Agora sim! Podemos falar, mandar mensagens escritas (sms) e mensagens com fotooos (mms)! Olha ae o celular evoluindo.. Nessa época também surgiram os sons polifônicos, jogos coloridos (chega daquele snake né?!), mas tarde tons mp3, mp4 e rádios.

Paralelamente a isso, o celular estava em constante mudança de tamanhos e formas. Nada além de outro atrativo para a compra de um celular. Afinal, se você carrega ele sempre com você, tem que ser algo que combine com você (na verdade não, mas olha a publicidade ae). Diversas empresas, diversos modelos, uns fininhos, outros coloridos, uns mais quadrados, arredondados.. Tinha celular para todos os gostos.
Durante um tempo a tendência era diminuir cada vez mais os celulares, até... que veio a internet. Daí começaram a criar modelos ainda pequenos, mas com tela suficiente para aproveitar melhor a navegação, jogos, aplicativos etc. Posteriormente os smartphones, com acesso a internet 3G, teclado qwerty e touchscreen.

E o celular tornou-se o que é hoje, parte essencial de nós. Afinal quem nunca disse "Eu não vivo sem celular" que atire o primeiro chip!





Cleci Fernandes Py.

Era mobile reconfigura o comportamento social?

Um mundo cada vez mais portátil e individualista está se formando muito em função dos aparelhos celulares e mobiles em geral. Como é possível um gadget criado exatamente para agilizar em tempo e espaço as relações sociais, tornar as pessoas ainda mais distantes entre si?

Existem centenas de benefícios trazidos por esta era que facilitam a nossa vida e tornam o nosso cotidiano muito mais produtivo e comunicativo. Mas, os mesmos motivos que estão tornando nosso tempo ainda mais dinâmico, trazem efeitos colaterais em pequenas e quase imperceptíveis doses.

O ser humano precisa se relacionar socialmente, mas é possível saciar essa carência com uma simples conversa on line, chamada de voz ou através de um texto. Isso mesmo, caso sentimos falta de alguém, ou precisamos resolver um problema profissional, não é preciso realizar uma prática social real, basta um movimento virtual e tudo já está bem. Dentro deste contexto, pode-se concluir que estamos cada vez mais conectados e , ao mesmo tempo, cada vez mais isolados uns dos outros.


Não é mais preciso encontrar um amigo em uma praça, ou qualquer lugar público para colocar a conversa em dia e até reuniões de trabalho podem ser feitas com cada membro do conselho no conforto de sua casa. Conhecer pessoas, monitorar pessoas, despistar, procurar, achar, combinar, brigar, estudar, aprender, resolver, se irritar, interrogar, e tudo o que poderia envolver uma interação presencial entre duas ou mais pessoas pode agora ser feito, por exemplo, na da solidão de um banheiro, o lugar supostamente mais privado e individual que podemos nos encontrar.

São estes pequenos detalhes que, de início, até parecem bobos, mas realmente vão mudando o nosso ambiente e praticas sociais pouco a pouco para um lugar onde é muito difícil de se sentir sozinho, mesmo estando cada vez mais isolado.





O mundo na palma da mão

Queridos alunos,
hoje vamos discutir o capítulo 9 do livro "Linguagens Líquidas na era da Mobilidade", da Lucia Santaella. O texto está na xerox do Luciano. Venham com ele LI-DO para a aula: teremos ATIVIDADE!

domingo, 24 de abril de 2011

domingo, 10 de abril de 2011